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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Boas Festas




Como estava bonito e tranquilo o Terreiro do Paço na noite de Natal.

Um dos poucos locais onde gosto de ir. Por bons e maus motivos. Aqui ocorreram acontecimentos trágicos como, a morte Miguel de Vasconcellos, atirado duma janela para a rua no dia 1 de Dezembro de 1640, a destruição de 70.000 livros pertencentes à Biblioteca Real no terramoto de 1755 e o assassinato do Rei D. Carlos em 1908.

  Por aqui passaram Presidentes, Chefes de Governo, Papas e Reis. Numa das duas Colunas do Cais, um ditador ainda tem lá o seu nome gravado que, felizmente, só é visível quando a maré está baixa.

 

Entrevistada sobre o seu último livro “História de um canalha”, Júlia Navarro, perguntada se conheceu muitos canalhas ao longo da vida, respondeu:

 - Julgo que todos nós conhecemos mais canalhas do que gostaríamos.

   

    Pessoalmente tenho uma especial relação sentimental com este local, pelas boas recordações que guardo pelas várias provas de atletismo da São Silvestre e de ciclismo da Volta a Portugal em que participei, e que por aqui passaram.

  Em todas essas ocasiões esta Praça estava, como hoje, majestosamente linda.

 

Aquelas janelas iluminadas lembram-me o ditado popular que diz que por cada janela que se fecha, há sempre outra que se abre.

  Faço votos que o ano 2017, que agora vai começar, seja melhor que os anteriores e nos liberte cada vez mais dos canalhas que nos atazanam a vida.

  Tenho esperança que assim seja, até porque, desde que nasci, gosto dos anos que tenham um 7 (só um, porque dois foi uma desgraça (1977), e em 2077 já cá não estarei!).

  E tenho indícios de que finalmente poderei começar a gozar a reforma, começando com uma longa viagem, a fim de visitar gente amiga, que vive num lugar maravilhoso.

      Um Abraço e um Excelente 2017 para todos vós.
                                              
                                                                                                  Carlos Monteiro

 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Sou eu mais livre, então



Luaty Beirão


  Com a chancela da editora Tinta da China e a apresentação por Pacheco Pereira, foi feito o lançamento do livro do Luaty, no Cinearte, que por ironia  do destino se situa no Largo de Santos (!).
  Apesar da forte chuvada que precedeu a hora marcada, a sala estava a abarrotar e não faltou gente jovem de todas as raças, com notoriedade em intervenções públicas, professores universitários e músicos de renome.
  Luaty personifica, quer ele queira ou não, a simplicidade dos heróis.
  Há quarentas anos atrás, ameaçado de morte e coarctado das minhas liberdades individuais optei pela “fuga”, enquanto ele, agora, enfrentou o problema.
  Creio que a repressão no meu tempo, feita simultaneamente pela DISA, polícia política do regime comunista angolano e pelos seus companheiros cubanos, era feita “a tiro”, à semelhança do “paredon” em Cuba, como se verificou no 27 de Maio de 1977, ocorrido menos de dois meses após eu ter abandonado o território Angolano.
  Acompanhei a par e passo a via-sacra dos revus (ou 15+2), e fiquei a admirar a coragem que lhes permitiu nunca vacilar. Se mesmo numa democracia não é fácil, imagine-se agora numa ditadura!
 
Não podia deixar de estar presente, e cumpri com esse acto cívico, o que a minha consciência me ditou.

  Tive ainda a felicidade do Luaty ter aceite a oferta do livrito que escrevi e que narra o quanto me custou, e continua a custar, ter sido forçado a deixar a minha terra.
  
        Obrigado Luaty.
 



       O momento em que oferecia o meu livrito ao Luaty.

 


A dedicatória que ele me escreveu no livro que adquiri, que já estou a devorar, a que não falta a ironia que muitas vezes utiliza, uma característica bem própria dos angolanos:
           
                  O génio do Diabo está em fazer que se iluda
                  o pobre coitado
                  derrotado na luta.
                  Sorrindo acenava um maço de notas bem guda
                  e juro
                  ali não tinha cara de Manguxi e Kitumba

e também pela mensagem que o livro transmite:

                  Sou eu mais livre, então
                  na solidão do meu degredo,
                  do que tu que vives preso
                  à escravidão do medo



 

terça-feira, 15 de novembro de 2016

HAKUNA MATATA



HAKUNA MATATA



Hakuna Matata é uma frase de um idioma falado em África, que significa “sem problemas” ou “não se preocupe”.

Domingo fomos com os netos, ver um Musical para maiores de três anos. Adoraram.
  Foi na Academia de Santo Amaro, ali por baixo da ponte 25 de Abril

 


Imagino o mesmo espectáculo em Angola, com a música tocada por tambores, puítas e kissanges e bem mais próximo do berço da humanidade, e onde ainda residem os Big Five.
 Na segunda-feira chega um e-mail dum Amigo, com fotografias de lugares da Ixi Ietu, como esta maravilhosa praia que podem ver:   






À noite, ainda embalado pelas fotografias acabadinhas de chegar, peço por e-mail a esse meu Amigo que fosse ao quintal dele (ai que saudades das noites de luar no morro da Maianga) e fotografasse a Superlua. Ele fez-me esse favor e fotografou-a às 21h 52’’, precisamente 8 minutos depois de eu ter feito o mesmo quando ela estava aqui sobre o Tejo, por cima da minha casa. É pena que o céu estivesse um pouco nublado na altura em Luanda, pois tenho a certeza que estava tão bela como em Lisboa.






Hoje de manhã, na Antena 2, o Adolfo Maria leu um poema escrito por ele.

Transcrevo-o aqui e agora, porque Hoje, me revejo inteiramente nele, porque  a malvadez da política e dos homens foram, são e serão sempre assim mesmo!


 
             LOUCAMENTE LÚCIDO
Quando o corpo está dorido
 por a alma estar partida
Quando a mente é povoada
 pelo vazio circundante
Quando o presente tanto se afoga 
no passado tão desentranhado
Quando a angústia cresce em futuro
 no desespero da solidão de agora
Quando o tempo perdido se chora nos homens
e mitos em cacos pelo chão
Quando esperança e criação me estiolam
 no húmus feito deserto pela alheia malvadez
Quando a vida não vivida
me é sepultada assim tão viva
É a dúvida ao infinito é a loucura extra-lúcida
é o mundo feito zero é a vida feita nada
Ardo no fogo das ilusões queimadas
broto verde na lucidez renovada
 renasço em mim para não morrer
quando morro devagar para sobreviver.



                               um poema de Adolfo Maria
 






segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Semana atribulada


Semana Atribulada

Sábado dia 1 de Outubro, jantar em Fátima, no restaurante O Crispim, com mais de 40 amigos e amigas da Isabel, que ela já não via há mais de 40 anos. O livro de autógrafos que ela conserva desde aquele tempo, foi um sucesso tremendo.
 


Ela  veio de lá tão rejuvenescida, que decidimos ir à festa dos touros a Vila Franca.

Às “12 en punto de la tarde, el toro ya mugía por su frente” quando o toureou com os resultados que estão à vista.

  A seguir, um inesquecível almoço na magnífica e bela Tertúlia “A Fornalha”. 







A semana só terminaria com outro almoço no Valoásis, onde reencontramos um Amigo meu, por coincidência, tal como eu, natural do Negage, o amigo Nascimento. Foi o tempo suficiente para viajarmos até ao passado, cerca de quatro décadas, e oferecer-lhe o Angola Ixi Ietu.




 O regresso a Lisboa impunha-se para participar nos 10 Km da Corrida das Nações, cujo objectivo é reeditar o espírito da Expo 98.





Missão comprida, mas Cumprida, em 51 minutos e 9 segundos.






 





domingo, 2 de outubro de 2016

Mudam-se os tempos

 
               Mudam-se os Tempos,

               Mudam-se as Vontades

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança:
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades. 

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.


E afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía
.


Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Diamantino

                                                        Ao meu Amigo Diamantino


Amigo há quase 40 anos. Lembrando a primeira viagem a Nova Iorque em 1982, onde desperdiçamos o dinheiro pago pelo Hotel, uma vez que pouco mais dormíamos que 2 horas por noite. Lisboa era naquela época uma aldeia comparada com aquela cidade americana. Passávamos os dias e as noites maravilhados com aquele Novo Mundo, onde um “ovni” lhe caiu na testa e ele nunca nos autorizou a contar a estória. Desde aí, acompanhados quer pela família quer por outros amigos, viajamos juntos para vários países. No Jumbo da TAP, com escala em Kinshasa, fomos até Pretória e Joanesburgo, onde um amigo do Diamantino nos foi “mostrar” o Soweto, no tempo do inconcebível apartheid, e onde presenciamos verdadeiras cenas a preto e branco.
  Em Oslo, pela primeira vez, numa sexta-feira Santa, jantamos carne sem pagamento de bula e com a “bênção” do único padre que falava português, era brasileiro e chamava-se João. Passamos pelas célebres montras de Amsterdão, Passeamos por Milão, Madrid, Genebra, etc. Acompanhou-me naquela viagem histórica e memorável  a Luanda, onde chegamos ao amanhecer e regressamos à noite com destino a Lisboa, em Março de 1992. Conheceu a Maianga, o Rio Seco, o Liceu Salvador Correia e almoçamos lagosta na ilha de Luanda onde no século XV se apanhavam os Zimbos, o primeiro “dinheiro”utilizado em Angola, quando a Ilha era propriedade do Rei do Kongo.
  De África, o Diamantino, só conhecia a Guiné onde prestou serviço militar, onde uma granada lhe fez perder os sentidos e por pouco lhe tirava a vida.
  Várias vezes fomos de avião ao Porto, onde chegamos a assistir no antigo estádio das Antas a um Portugal 2 – Checoslováquia 0. Assistimos à estreia do sueco Stromberg no antigo estádio da Luz, na companhia do meu amigo Tavares, autor do livro Só … e agora às orquídeas.
  Trabalhamos no mesmo serviço durante cerca de 5 anos, cerca de 13 horas por dia incluindo sábados e feriados. Como aqueles tempos já eram difíceis. Conheceu a aldeia e a família da minha avó Camila, na véspera do S. Sebastião, padroeiro da região, festejado anualmente a 20 de Janeiro. Ainda hoje ouço as palavras da minha saudosa avó a perguntar pelo Sr. Diamantino.
  Inventamos juntos, por razões absolutamente justificáveis e racionais, as “meias greves”, isto é, fazíamos greve até ao meio-dia e deixávamos de aderir a partir dessa hora. Não conheço ninguém que não goste do Diamantino.
  Muitas, mas muitas mais belas estórias poderia contar, mas o espaço é curto. Quem sabe ainda um dia venhamos a escrever um livro a 4 mãos?
  Por agora fica um Abraço e votos de felicidades, extensivos à Ermelinda e ao Pedro, filho de ambos.




Em 1992 na viagem relâmpago que ambos fizemos até Luanda, por baixo da milenar mulembeira do meu bairro, a quem a Isabel escreveu este poema, quando soube que tinha "desaparecido".



          A Mulembeira



Tu que criaste raízes sem fim
Tu que protegeste com teus braços
Quem precisou de um pouco de sombra
Tu não podias morrer.

Ouviste o meu primeiro choro,
Foste testemunha das minhas primeiras brincadeiras
Viste-me crescer e ser mulher e mãe
Tu, amiga, não podias morrer.

Eras linda e grande,
Todos no bairro te conheciam
Foste testemunha de tantos segredos
Ouviste e assististe a tanta felicidade e tristeza
Teus braços eram fortes e calorosos
Quem te conheceu nunca
te esquecerá

Em teu redor as crianças brincavam
Os velhotes descansavam o seu cansaço
O tempo corria sem contar
O vento soprava leve e brando

A ti chegava o cheiro do mar
Os pássaros chilreavam à tua volta
Enfim, foste o abrigo que tantos desejavam

Os homens são cruéis, e destroem sem pensar
Não há limite para tanta injustiça e insensatez
Talvez um dia, quando já for tarde
Se lembrem que já não podem voltar atrás

A Maianga ficou mais pobre
Perdeu quem sempre pertenceu àquele lugar
Eras tão velhinha e tão enrugada
O teu único alimento era a água da chuva

Querida mulembeira que tão bem nós conhecemos
Tanta falta fazes no teu lugar
Eras a beleza daquela terra batida cor de cobre



                        Isabel Monteiro

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Corrida do Tejo 2016







Corrida do Tejo 2016-09-26

Participei ontem pela 11ª vez nos últimos 11 anos numa das corridas mais maravilhosas do mundo. Não bati o meu recorde pessoal por 50 segundos, que data de 2007. Os meus agradecimentos à professora Neiva que foi minha Personal Trainer e Mental Coach, no Hotel VidaMar no Funchal, pelos exercícios que me permitiram recuperar a tempo de poder participar na corrida, devido a uma lesão sofrida a jogar futebol um mês antes.

 A dureza da corrida é amplamente compensada pela paisagem e pela indescritível alegria de chegar à meta.
  Vale sempre a pena quando a alma não é pequena. 

domingo, 11 de setembro de 2016

Museu CR7



                                                                     MUSEU CR7


Museu CR7. Com o meu boné de CM9, entreguei um exemplar do Angola Ixi Ietu ao Ronaldo. Espero que saboreie a leitura e as mensagens que lá estão. Neste momento estou a ler o livro do EDER. Simples e Humilde como são os verdadeiros campeões, e com uma mensagem eficaz,  como o GOLO que marcou, e deu a Portugal o título de Campeão da Europa.

  Na fotografia abaixo o Angola Ixi Ietu de costas voltadas para as Ilhas Selvagens.
 

Porto Santo








                                                                       Porto Santo




Quando forem a Porto Santo, aconselho a viagem em primeira classe no Lobo Marinho, que tem um serviço, um ambiente e uma vista espectaculares. É como na TAP, São recebidos de braços abertos. Na praia aproveitem as águas mornas e as areias biogénicas, cuja composição química é extraordinária para a saúde. Eu vi e tenho as fotografias e o filme dum “morto”, que a páginas tantas, já com sete dedos de areia por cima, sacudiu as mãos, fumou um cigarro, levantou-se, foi ao mar e veio de lá com uma energia invejável. É de facto a Ilha Dourada. Na estadia não deixem de comer umas bolas de Berlim do Zé das Bolas, que como ele anuncia “Pecar é Bom” (e faz bem).

  No centro da cidade, ao entardecer, uma cervejinha Coral em boa companhia transporta-nos ao Paraíso.

  No regresso a Lisboa vale a pena uma fotografia nesta sala do Aeroporto Humberto Delgado.

sábado, 3 de setembro de 2016








O Angola Ixi Ietu, ontem na Festa do Livro, 
no Palácio de Belém.
 Qualquer relação com o que está à esquerda é mera coincidência!

sexta-feira, 2 de setembro de 2016






Dia 31de Agosto mais dois livros entregues. Um à minha amiga e ex-colega Rosa e outro à Isabel, com a colaboração prestimosa da Edna e do Fernandes. O meu muito obrigado a ambos.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Paparazzis



                                                                  PAPARAZZIS

Não há maneira de escapar deles. Primeiro no aeroporto dando um abraço ao Éder, no dia seguinte quando acabava de chegar à praia.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Angola Ixi Ietu









Para mim é um orgulho enorme saber que o Henrique Pêra, está a ler as estórias do Angola Ixi Ietu.

  Entrou para a TAP, quando eu tinha apenas dois anos e ainda vivia no reino do Kongo português, cujo rei era D. Pedro VII, casado com D. Isabel.

  O Henrique Pêra tem a particularidade de ter nascido no mesmo ano do prémio Nobel José Saramago e da primeira travessia aérea do Atlântico Sul, que foi concluída com sucesso pelos aeronautas portugueses, Gago Coutinho e Sacadura Cabral, no contexto das comemorações do Primeiro Centenário da Independência do Brasil.

  Ainda espero aprender muito com o colega Henrique.

                                                  

                                                                                  Um Abraço

Angola Ixi Ietu







Com o Manuel Vieira, um colega da TAP que passou por Camabatela em 1967, precisamente o último ano em que lá estive. Fiquei feliz por perceber que compreendeu a minha estória e que gostou.

                                                                                 Um abraço e obrigado

sexta-feira, 26 de agosto de 2016






Mais um Amigo na posse do Angola Ixi Ietu. Neste caso o Grande Atleta Joaquim Faneca, com quem ainda partilhei algumas corridas. A medalha do lado esquerdo, em que foi Campeão Nacional do Pentatlo em 1997 na categoria M-60, ofereceu-ma como uma prova de amizade.A do lado direito conquistou-a o mês passado em Coimbra, no campeonato de veteranos em que foi 1º Classificado no salto em comprimento aos 83 anos de idade.
Um exemplo a seguir. Parabéns, longa vida e cá continuamos à espera de ver o Joaquim Faneca conquistar muitas mais medalhas.

sábado, 20 de agosto de 2016





Mais um livro, para mais um Amigo, com a seguinte dedicatória:
Para o Vian Falcão
Meu colega de trabalho durante mais de 20 anos, lembrando os tempos em que éramos Programadores de Assembler,  no Sistema de reservas da TAP, na área do Ticketing e Fare Quote.
Um abraço amigo
Carlos Monteiro

terça-feira, 16 de agosto de 2016






Angola Ixi Ietu

Mais um livro oferecido com grande prazer a mais um amigo, o Fernandes, Tap nº 6421. 
Com a particularidade de ter sido fotografado "debaixo" do B-747 da TAP, um avião que deixou saudades por vários motivos, entre os quais pelos novos destinos que nos proporcionou conhecer.



Eram dois, e foram baptizados com o nome de países irmãos: «Portugal» e «Brasil». Ainda nesse mesmo ano (1972) houve a cerimónia da Bênção na presença do Presidente da República, Almirante Américo Thomaz, do Presidente do Conselho de Ministros, Prof. Dr. Marcelo Caetano, do Cardeal Patriarca de Lisboa, D. António Ribeiro e do Cardeal D. Manuel Gonçalves Cerejeira.

 
  No ano seguinte, em Junho, o Conselho de Administração assinalava o XX aniversário da Companhia.



Obrigado    ÉDER                     
Recordar é viver

  Sou fã do Éder desde o tempo em que jogava na Académica. Quando entrou tive uma enorme em que ele iria marcar golo e que Portugal seria Campeão europeu.
  Assim aconteceu!
  Um golo monumental, de técnica, de força e de visão de jogo.
  Éder merece aquele momento mágico e nós também.
  O número 9 na camisola do Éder, com a qual venceu a França, trouxe-me à memória o Soccer 2006 que disputamos no Brasil, particularmente quando a TAP Portugal venceu a Air France, tendo eu jogado também, por coincidência, com a camisola 9.
  Agora, os dois jogos ficarão associados na minha memória.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016


                  Haja paciência com tanta falta de civismo

Terça-feira o CM9 estreou o seu novo equipamento futebolístico, com motivos africanos.
  Marquei dois golos, uma bola ao poste, um chapéu ligeiramente por cima da barra e um desvio com o calcanhar defendido pelo guarda-redes. O esforço foi grande e saí lesionado.
  Já repararam que o CR7, embora mais de 30 anos mais novo, também saiu lesionado, mas sem marcar qualquer golo?
  Não fosse outro africano (com luva branca), o Éder, provavelmente o Euro 2016 teria terminado com uma “victoire française”!

CR7 foi recuperar para Ibiza no seu iate. CM9 após 24 horas a fazer gelo, encetou hoje mesmo uma recuperação activa com a sua querida bike.
  Mas como podem ver nas imagens, numa ciclovia com cerca de 20 km, a cada 100 metros há sempre um gajo e uma gaja fora do sítio!!!!

quarta-feira, 3 de agosto de 2016






                                  Desporto e Cultura
 


Mais um amigo vai ler o Angola Ixi Ietu. Que a satisfação ao recebê-lo, seja maior quando acabar de o ler.
Na dedicatória consta.

                                        Para o amigo
                                     Jorge Rodrigues

Companheiro na Megasis e na equipa de futebol da TAP,  que disputou o Soccer 2006 em Fortaleza, no Brasil.
                                   Uma recordação do
                             Carlos Monteiro

Lisboa 2/8/2016

  A boa recepção que o livro está a ter, mais dia menos dia, vai obrigar-me a “pendurar as chuteiras”, ainda que temporariamente, para ter disponibilidade para contar outras estórias.


 

terça-feira, 26 de julho de 2016

Estádio do Inatel




Aqui ficam as flores que a minha neta e o meu neto, num domingo de Abril colheram com um alegria contagiante no Estádio Primeiro de Maio, em Lisboa, para as oferecer ao avô.



E, antes que o que reste de mim, sejam apenas umas fotografias com os meus netos nos iPad, que mentes perversas apressadamente as eliminem, neste dia 26 de Julho de 2016, dia dos Avós, num dos dias mais tristes da minha vida, quero deixar aqui o testemunho de que a afeição pelos meus netos foi a última etapa dos amores mais doces que tive na minha vida.
  Vou recordar até ao meu último dia a alegria estampada nas suas carinhas quando brincavam connosco e o choro premonitório deles quando nos despedimos, há apenas dez dias.

 

  A partir de agora nada voltará a ser como dantes. 

sábado, 5 de março de 2016


Reportagem do Angola Ixi Ietu entre as brumas da memória. A primeira parte tem a reportagem escrita e fotográfica do lançamento e entrega a Iemanjá, nas águas verdes do mar de Fortaleza no dia 11 de Novembro de 2015.
A segunda parte é um resume do livro original.
Tem cerca de 90 páginas.
Pode ser parcialmente visualizado no endereço:  https://www.youtube.com/watch?v=fiyeeQeJBxs