HAKUNA MATATA
Hakuna Matata é uma frase de um idioma falado em
África, que significa “sem problemas” ou “não se preocupe”.
Domingo fomos com os netos, ver um Musical para
maiores de três anos. Adoraram.
Foi na Academia de Santo Amaro, ali por baixo
da ponte 25 de Abril
Imagino o mesmo espectáculo em Angola, com a música
tocada por tambores, puítas e kissanges e bem mais próximo do berço da
humanidade, e onde ainda residem os Big Five.
Na segunda-feira chega um e-mail dum Amigo, com
fotografias de lugares da Ixi Ietu, como esta maravilhosa praia que podem
ver:
À noite, ainda embalado pelas fotografias
acabadinhas de chegar, peço por e-mail a esse meu Amigo que fosse ao quintal
dele (ai que saudades das noites de luar no morro da Maianga) e fotografasse a
Superlua. Ele fez-me esse favor e fotografou-a às 21h 52’’, precisamente 8 minutos depois de
eu ter feito o mesmo quando ela estava aqui sobre o Tejo, por cima da minha
casa. É pena que o céu estivesse um pouco nublado na altura em Luanda, pois tenho a certeza que estava tão bela como em Lisboa.
Hoje de manhã, na Antena 2, o Adolfo Maria leu um
poema escrito por ele.
Transcrevo-o aqui e agora, porque Hoje, me revejo
inteiramente nele, porque a malvadez da
política e dos homens foram, são e serão sempre assim mesmo!
LOUCAMENTE LÚCIDO
Quando o corpo está dorido
Quando o corpo está dorido
por a alma estar partida
Quando a mente é povoada
Quando a mente é povoada
pelo vazio circundante
Quando o presente tanto se afoga
Quando o presente tanto se afoga
no passado tão desentranhado
Quando a angústia cresce em futuro
Quando a angústia cresce em futuro
no desespero da solidão de agora
Quando o tempo perdido se chora nos homens
Quando o tempo perdido se chora nos homens
e mitos em cacos pelo chão
Quando esperança e criação me estiolam
Quando esperança e criação me estiolam
no húmus feito deserto pela alheia
malvadez
Quando a vida não vivida
Quando a vida não vivida
me é sepultada assim tão viva
É a dúvida ao infinito é a loucura extra-lúcida
É a dúvida ao infinito é a loucura extra-lúcida
é o mundo feito zero é a vida
feita nada
Ardo no fogo das ilusões queimadas
Ardo no fogo das ilusões queimadas
broto verde na lucidez renovada
renasço em
mim para não morrer
quando morro devagar para sobreviver.
um poema de Adolfo Maria








