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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Semana atribulada


Semana Atribulada

Sábado dia 1 de Outubro, jantar em Fátima, no restaurante O Crispim, com mais de 40 amigos e amigas da Isabel, que ela já não via há mais de 40 anos. O livro de autógrafos que ela conserva desde aquele tempo, foi um sucesso tremendo.
 


Ela  veio de lá tão rejuvenescida, que decidimos ir à festa dos touros a Vila Franca.

Às “12 en punto de la tarde, el toro ya mugía por su frente” quando o toureou com os resultados que estão à vista.

  A seguir, um inesquecível almoço na magnífica e bela Tertúlia “A Fornalha”. 







A semana só terminaria com outro almoço no Valoásis, onde reencontramos um Amigo meu, por coincidência, tal como eu, natural do Negage, o amigo Nascimento. Foi o tempo suficiente para viajarmos até ao passado, cerca de quatro décadas, e oferecer-lhe o Angola Ixi Ietu.




 O regresso a Lisboa impunha-se para participar nos 10 Km da Corrida das Nações, cujo objectivo é reeditar o espírito da Expo 98.





Missão comprida, mas Cumprida, em 51 minutos e 9 segundos.






 





domingo, 2 de outubro de 2016

Mudam-se os tempos

 
               Mudam-se os Tempos,

               Mudam-se as Vontades

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança:
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades. 

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.


E afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía
.


Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Diamantino

                                                        Ao meu Amigo Diamantino


Amigo há quase 40 anos. Lembrando a primeira viagem a Nova Iorque em 1982, onde desperdiçamos o dinheiro pago pelo Hotel, uma vez que pouco mais dormíamos que 2 horas por noite. Lisboa era naquela época uma aldeia comparada com aquela cidade americana. Passávamos os dias e as noites maravilhados com aquele Novo Mundo, onde um “ovni” lhe caiu na testa e ele nunca nos autorizou a contar a estória. Desde aí, acompanhados quer pela família quer por outros amigos, viajamos juntos para vários países. No Jumbo da TAP, com escala em Kinshasa, fomos até Pretória e Joanesburgo, onde um amigo do Diamantino nos foi “mostrar” o Soweto, no tempo do inconcebível apartheid, e onde presenciamos verdadeiras cenas a preto e branco.
  Em Oslo, pela primeira vez, numa sexta-feira Santa, jantamos carne sem pagamento de bula e com a “bênção” do único padre que falava português, era brasileiro e chamava-se João. Passamos pelas célebres montras de Amsterdão, Passeamos por Milão, Madrid, Genebra, etc. Acompanhou-me naquela viagem histórica e memorável  a Luanda, onde chegamos ao amanhecer e regressamos à noite com destino a Lisboa, em Março de 1992. Conheceu a Maianga, o Rio Seco, o Liceu Salvador Correia e almoçamos lagosta na ilha de Luanda onde no século XV se apanhavam os Zimbos, o primeiro “dinheiro”utilizado em Angola, quando a Ilha era propriedade do Rei do Kongo.
  De África, o Diamantino, só conhecia a Guiné onde prestou serviço militar, onde uma granada lhe fez perder os sentidos e por pouco lhe tirava a vida.
  Várias vezes fomos de avião ao Porto, onde chegamos a assistir no antigo estádio das Antas a um Portugal 2 – Checoslováquia 0. Assistimos à estreia do sueco Stromberg no antigo estádio da Luz, na companhia do meu amigo Tavares, autor do livro Só … e agora às orquídeas.
  Trabalhamos no mesmo serviço durante cerca de 5 anos, cerca de 13 horas por dia incluindo sábados e feriados. Como aqueles tempos já eram difíceis. Conheceu a aldeia e a família da minha avó Camila, na véspera do S. Sebastião, padroeiro da região, festejado anualmente a 20 de Janeiro. Ainda hoje ouço as palavras da minha saudosa avó a perguntar pelo Sr. Diamantino.
  Inventamos juntos, por razões absolutamente justificáveis e racionais, as “meias greves”, isto é, fazíamos greve até ao meio-dia e deixávamos de aderir a partir dessa hora. Não conheço ninguém que não goste do Diamantino.
  Muitas, mas muitas mais belas estórias poderia contar, mas o espaço é curto. Quem sabe ainda um dia venhamos a escrever um livro a 4 mãos?
  Por agora fica um Abraço e votos de felicidades, extensivos à Ermelinda e ao Pedro, filho de ambos.




Em 1992 na viagem relâmpago que ambos fizemos até Luanda, por baixo da milenar mulembeira do meu bairro, a quem a Isabel escreveu este poema, quando soube que tinha "desaparecido".



          A Mulembeira



Tu que criaste raízes sem fim
Tu que protegeste com teus braços
Quem precisou de um pouco de sombra
Tu não podias morrer.

Ouviste o meu primeiro choro,
Foste testemunha das minhas primeiras brincadeiras
Viste-me crescer e ser mulher e mãe
Tu, amiga, não podias morrer.

Eras linda e grande,
Todos no bairro te conheciam
Foste testemunha de tantos segredos
Ouviste e assististe a tanta felicidade e tristeza
Teus braços eram fortes e calorosos
Quem te conheceu nunca
te esquecerá

Em teu redor as crianças brincavam
Os velhotes descansavam o seu cansaço
O tempo corria sem contar
O vento soprava leve e brando

A ti chegava o cheiro do mar
Os pássaros chilreavam à tua volta
Enfim, foste o abrigo que tantos desejavam

Os homens são cruéis, e destroem sem pensar
Não há limite para tanta injustiça e insensatez
Talvez um dia, quando já for tarde
Se lembrem que já não podem voltar atrás

A Maianga ficou mais pobre
Perdeu quem sempre pertenceu àquele lugar
Eras tão velhinha e tão enrugada
O teu único alimento era a água da chuva

Querida mulembeira que tão bem nós conhecemos
Tanta falta fazes no teu lugar
Eras a beleza daquela terra batida cor de cobre



                        Isabel Monteiro

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Corrida do Tejo 2016







Corrida do Tejo 2016-09-26

Participei ontem pela 11ª vez nos últimos 11 anos numa das corridas mais maravilhosas do mundo. Não bati o meu recorde pessoal por 50 segundos, que data de 2007. Os meus agradecimentos à professora Neiva que foi minha Personal Trainer e Mental Coach, no Hotel VidaMar no Funchal, pelos exercícios que me permitiram recuperar a tempo de poder participar na corrida, devido a uma lesão sofrida a jogar futebol um mês antes.

 A dureza da corrida é amplamente compensada pela paisagem e pela indescritível alegria de chegar à meta.
  Vale sempre a pena quando a alma não é pequena. 

domingo, 11 de setembro de 2016

Museu CR7



                                                                     MUSEU CR7


Museu CR7. Com o meu boné de CM9, entreguei um exemplar do Angola Ixi Ietu ao Ronaldo. Espero que saboreie a leitura e as mensagens que lá estão. Neste momento estou a ler o livro do EDER. Simples e Humilde como são os verdadeiros campeões, e com uma mensagem eficaz,  como o GOLO que marcou, e deu a Portugal o título de Campeão da Europa.

  Na fotografia abaixo o Angola Ixi Ietu de costas voltadas para as Ilhas Selvagens.
 

Porto Santo








                                                                       Porto Santo




Quando forem a Porto Santo, aconselho a viagem em primeira classe no Lobo Marinho, que tem um serviço, um ambiente e uma vista espectaculares. É como na TAP, São recebidos de braços abertos. Na praia aproveitem as águas mornas e as areias biogénicas, cuja composição química é extraordinária para a saúde. Eu vi e tenho as fotografias e o filme dum “morto”, que a páginas tantas, já com sete dedos de areia por cima, sacudiu as mãos, fumou um cigarro, levantou-se, foi ao mar e veio de lá com uma energia invejável. É de facto a Ilha Dourada. Na estadia não deixem de comer umas bolas de Berlim do Zé das Bolas, que como ele anuncia “Pecar é Bom” (e faz bem).

  No centro da cidade, ao entardecer, uma cervejinha Coral em boa companhia transporta-nos ao Paraíso.

  No regresso a Lisboa vale a pena uma fotografia nesta sala do Aeroporto Humberto Delgado.

sábado, 3 de setembro de 2016








O Angola Ixi Ietu, ontem na Festa do Livro, 
no Palácio de Belém.
 Qualquer relação com o que está à esquerda é mera coincidência!