Que Viso eu? Esplanadas, Botecos e Tabernas.
Viseu cidade de
Viriato e das árvores da Tília. Talvez por isso a tranquilidade e a simpatia
generalizada com que nos deparamos a cada esquina e em cada taberna. Recordei
os tempos da juventude nas esplanadas de Luanda e a dos botecos nas várias
cidades brasileiras que fui visitando ao longo destes anos. Recordações que
vieram à tona na mui magnífica Pousada (antigo nosocómio) e no restaurante
Moamba com o lindíssimo e sentido poema de Neves e Sousa escrito na parede,
saboreando as múcuas (fruto do majestoso e milenar imbondeiro). Ali mesmo ao lado
a Taberna da D. Maria com um tranquilo ambiente familiar e cultural, uma bela
ementa (ai, as pataniscas de bacalhau e a tábua de queijos), um vinho abençoado
por Bacco que dá sentido à afirmação do escritor, padre e médico francês François
Rabelais, (que morreu precisamente 400
anos antes de eu nascer) - “Quando o vinho é de excelente qualidade como este, tem de
facto o poder de encher a alma de toda a verdade, de todo o saber e filosofia”.
Sem esquecer as músicas excelentemente interpretadas pelo proprietário, entre
as quais destaco “et si tu n'existais pas” de Joe Dassin..
De regresso a
Lisboa, valeu a opção de circundar a Serra da Estrela admirando da estrada as paisagens
que a ladeiam e as cidades da Guarda e da Covilhã. Antes de finalizar a viagem um
petisco convenientemente regado no Cartaxo com o néctar que o Professor José
Hermano Saraiva exaltava, que devido à sua textura sublinhava que não era para se beber mas…
para comer.
Se naquele tempo o vinho
alimentava um milhão de portugueses, hoje com certeza alimenta muitos mais.

Sem comentários:
Enviar um comentário
Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.