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terça-feira, 2 de maio de 2017

Que Viso eu? Esplanadas, Botecos e Tabernas.




                                               Que Viso eu? Esplanadas, Botecos e Tabernas.



   Viseu cidade de Viriato e das árvores da Tília. Talvez por isso a tranquilidade e a simpatia generalizada com que nos deparamos a cada esquina e em cada taberna. Recordei os tempos da juventude nas esplanadas de Luanda e a dos botecos nas várias cidades brasileiras que fui visitando ao longo destes anos. Recordações que vieram à tona na mui magnífica Pousada (antigo nosocómio) e no restaurante Moamba com o lindíssimo e sentido poema de Neves e Sousa escrito na parede, saboreando as múcuas (fruto do majestoso e milenar imbondeiro). Ali mesmo ao lado a Taberna da D. Maria com um tranquilo ambiente familiar e cultural, uma bela ementa (ai, as pataniscas de bacalhau e a tábua de queijos), um vinho abençoado por Bacco que dá sentido à afirmação do escritor, padre e médico francês François Rabelais, (que morreu precisamente 400 anos antes de eu nascer) - “Quando o vinho é de excelente qualidade como este, tem de facto o poder de encher a alma de toda a verdade, de todo o saber e filosofia”. Sem esquecer as músicas excelentemente interpretadas pelo proprietário, entre as quais destaco “et si tu n'existais pas” de Joe Dassin.. 

  De regresso a Lisboa, valeu a opção de circundar a Serra da Estrela admirando da estrada as paisagens que a ladeiam e as cidades da Guarda e da Covilhã. Antes de finalizar a viagem um petisco convenientemente regado no Cartaxo com o néctar que o Professor José Hermano Saraiva exaltava, que devido à sua textura sublinhava que não era para se beber mas… para comer.
  Se naquele tempo o vinho alimentava um milhão de portugueses, hoje com certeza alimenta muitos mais.



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