Como estava bonito e tranquilo o
Terreiro do Paço na noite de Natal.
Um dos poucos locais onde gosto
de ir. Por bons e maus motivos. Aqui ocorreram acontecimentos trágicos como, a
morte Miguel de Vasconcellos, atirado duma janela para a rua no dia 1 de
Dezembro de 1640, a destruição de 70.000 livros pertencentes à Biblioteca Real
no terramoto de 1755 e o assassinato do Rei D. Carlos em 1908.
Por aqui passaram Presidentes, Chefes de Governo, Papas e Reis. Numa das
duas Colunas do Cais, um ditador ainda tem lá o seu nome gravado que,
felizmente, só é visível quando a maré está baixa.
Entrevistada sobre o seu último
livro “História de um canalha”, Júlia Navarro, perguntada se conheceu muitos
canalhas ao longo da vida, respondeu:
- Julgo que todos nós conhecemos mais canalhas
do que gostaríamos.
Pessoalmente tenho uma especial
relação sentimental com este local, pelas boas recordações que guardo pelas
várias provas de atletismo da São Silvestre e de ciclismo da Volta a Portugal em
que participei, e que por aqui passaram.
Em todas essas ocasiões esta Praça estava, como hoje, majestosamente linda.
Aquelas janelas iluminadas
lembram-me o ditado popular que diz que por cada janela que se fecha, há sempre
outra que se abre.
Faço votos que o ano 2017, que agora vai começar, seja melhor que os
anteriores e nos liberte cada vez mais dos canalhas que nos atazanam a vida.
Tenho esperança que assim seja, até porque, desde que nasci, gosto dos
anos que tenham um 7 (só um, porque dois foi uma desgraça (1977), e em 2077 já
cá não estarei!).
E tenho indícios de que finalmente poderei começar a gozar a reforma,
começando com uma longa viagem, a fim de visitar gente amiga, que vive num
lugar maravilhoso.
Um Abraço e um Excelente 2017 para todos
vós.
Carlos Monteiro
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