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terça-feira, 15 de novembro de 2016

HAKUNA MATATA



HAKUNA MATATA



Hakuna Matata é uma frase de um idioma falado em África, que significa “sem problemas” ou “não se preocupe”.

Domingo fomos com os netos, ver um Musical para maiores de três anos. Adoraram.
  Foi na Academia de Santo Amaro, ali por baixo da ponte 25 de Abril

 


Imagino o mesmo espectáculo em Angola, com a música tocada por tambores, puítas e kissanges e bem mais próximo do berço da humanidade, e onde ainda residem os Big Five.
 Na segunda-feira chega um e-mail dum Amigo, com fotografias de lugares da Ixi Ietu, como esta maravilhosa praia que podem ver:   






À noite, ainda embalado pelas fotografias acabadinhas de chegar, peço por e-mail a esse meu Amigo que fosse ao quintal dele (ai que saudades das noites de luar no morro da Maianga) e fotografasse a Superlua. Ele fez-me esse favor e fotografou-a às 21h 52’’, precisamente 8 minutos depois de eu ter feito o mesmo quando ela estava aqui sobre o Tejo, por cima da minha casa. É pena que o céu estivesse um pouco nublado na altura em Luanda, pois tenho a certeza que estava tão bela como em Lisboa.






Hoje de manhã, na Antena 2, o Adolfo Maria leu um poema escrito por ele.

Transcrevo-o aqui e agora, porque Hoje, me revejo inteiramente nele, porque  a malvadez da política e dos homens foram, são e serão sempre assim mesmo!


 
             LOUCAMENTE LÚCIDO
Quando o corpo está dorido
 por a alma estar partida
Quando a mente é povoada
 pelo vazio circundante
Quando o presente tanto se afoga 
no passado tão desentranhado
Quando a angústia cresce em futuro
 no desespero da solidão de agora
Quando o tempo perdido se chora nos homens
e mitos em cacos pelo chão
Quando esperança e criação me estiolam
 no húmus feito deserto pela alheia malvadez
Quando a vida não vivida
me é sepultada assim tão viva
É a dúvida ao infinito é a loucura extra-lúcida
é o mundo feito zero é a vida feita nada
Ardo no fogo das ilusões queimadas
broto verde na lucidez renovada
 renasço em mim para não morrer
quando morro devagar para sobreviver.



                               um poema de Adolfo Maria
 






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